DIA 5
Depois de um noite de descanso bem merecido, foi tempo de rumar a Skye, o ponto alto da nossa viagem e as nossas expectativas eram bem elevadas.
Primeira paragem foi como não devia deixar de ser na destilaria Talisker, pertencente ao grupo Diageo que hoje em dia detem 47 destilarias na Escocia e domina um pouco esse mercado.
Os nossos participantes aproveitaram para fazer algumas compras de Scotch e partimos para Portree onde iriamos pernoitar durante 3 noites.
Após a habitual consulta meteorológica e com previsão de chuva, decidimos fazer o PDS em Elgol.
Mais uma vez em boa hora o fizemos, pois a caminho de Elgol paramos numa já conhecida pequena igreja e o destino brindou-nos com uma foto única e diria irrepetível.
O final da tarde em Elgol apresentou-se ventoso, com muita neblusidade e a chuva apareceu mesmo na hora do PDS, sem que antes tivéssemos feito alguns registos.
Chegamos a Elgol bastante cedo, pois contávamos parar pelo caminho em alguns spots, mas o vento era muito neste dia ( dai termos trocado Neist point por Elgol ), e tivemos assim tempo para explorar com os nossos participantes alguns enquadramentos possíveis.
Com a minha "tarefa" cumprida, e visto já ser a minha terceira visita a esta praia, que ainda não me tinha satisfeito, despedi-me dos colegas e resolvi meter-me praia fora, de pedra em pedra, de rocha em rocha... foi sempre na procura de ter um ponto que me permitisse ter uma vista quase global das Cullin Hills.. não foi tarefa fácil, pois andar cerca de 4kms por uma praia de rocha é complicado.
Cheguei praticamente á enseada de Camasurany e encontrei um spot com uns tons verdes muito apelativos. Fiquei por aqui algum tempo a fazer alguns registos e a aguentar o ataque dos midges que logo me descobriram.. bichos danadinhos estes.
Fica aqui um dos registos efectuados.
Um pouco antes do PDS, o ceu praticamente fechou e entendi que era tempo de fazer o percurso de volta pois a chuva estava prevista para as 22h00. Em boa hora o fiz pois passado um pouco começou uma chuva miudinha que não ajudava em nada o meu retorno. As rochas já por si são perigosas e escorregadias, e a minha evolução era muito lenta, pois cada passo tinha de ter a certeza de onde meter os pés. Recordando o que se passou recentemente com uma colega numa viagem á Escócia a minha preocupação foi proteger a maquina, pelo que a envolvi no meu casaco e fui procurando avançar o mais rápido possível. Demorei uns bons 40min a fazer o trajecto de volta, mas valeu pelos registos.. Não aconselho a fazerem isto sozinhos, pois o perigo de uma queda é muito grande.. mas também sei que de vez e quando nos dá uma loucura qualquer e nada há a fazer...
O dia seguinte esperavamo-nos o primeiro amanhecer em Quiraing, e pela chuva que se fazia sentir, nada de bom se esperava. Mas essa é uma outra historia.


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