terça-feira, 25 de julho de 2017
O Extase final...
DIA 8 - O grande final.
03H00
Hoje é o dia D, o dia da grande prova, o dia da subida a Old Man of Storr, o covil dos dragões, o local místico onde quem deambula por lá se transforma em pedra e por lá fica para sempre.. o vale que todos querem ir e ninguém o deseja transpor.
Duas colegas optaram por falhar a manha e não ir fazer a subida a Old Man of Storr, uma por questões físicas que se compreende e a outra por estar com os pés magoados das caminhadas dos dias anteriores o que tornaria esta caminhada já de si dolorosa e muito mais difícil.
Assim, partimos 7 de Portree para esta aventura.
O dia hoje enchia-se de magia.. ás 03h00 da manha quando saímos do hotel já se vislumbrava uma faixa avermelhada no horizonte.. isto a 2 horas do nascer do sol não é nada normal, nem nunca antes o tínhamos presenciado.. algo de extraordinário se passava hoje como que a dizer que hoje era o nosso dia.
03h30 inicio da subida.. desde logo ficou combinado que subiríamos todos juntos, ninguém ficaria para trás.. ou chegávamos todos ao topo ou não chegava ninguém.
Com o nascer do sol ás 5h00 da manha, tínhamos 90min para fazer a escalada.. parecia-nos tempo suficiente e iniciamos a subida, que começa logo a matar qualquer um.. primeiro ponto de descanso alguém pergunta o que tínhamos percorrido.. olho para o GPS e para desespero de alguns, eu incluído, verifico que só tínhamos percorrido cerca de 10% do trajecto. Mais um esforço e mais uns metros galgados, o percurso inicial é de piso fácil mas de inclinação muito acentuada... finalmente uma zona quase plana, e para meu gláudio alguns metros onde até o percurso desce ligeiramente.
Novo descanso e olhando para o GPS tínhamos percorrido quase 50% do trajecto e tinham passado 35min.. Ainda mal se avistava os pináculos de Old Man of Storr.. a partir daqui a luz natural já era suficiente pelo que as lanternas deixaram de ser necessárias.
A faixa avermelhada no horizonte mantinha-se e dava um brilho diferente ao nosso percurso.. o céu estava bem composto de nuvens e a esperança de um bom amanhecer era evidente.
O esforço era já muito, o caminhar era penoso para a maioria de nós.. eu o que mais sofria, não com dores de pernas, mas com dores nas costas que começava a ser penoso.
Estávamos já a cerca de 75% do percurso feito, e sinceramente equacionei ficar por ali e procurar outra perspectiva.. o grupo não desarmava e fizemos um descanso mais longo que permitiu recuperar algumas forças, que logo se desvaneceram com o trilho mais complicado, de pedra em pedra, algo indefinido.. já avistávamos a plataforma de onde íamos fazer a foto e já se vislumbrava lá um fotografo que algumas centenas de metros atrás tinha passado por nós em alto ritmo com a sua juventude bem patente no ritmo que empreendia à sua marcha.
Rodeamos o pináculo e abordamos o percurso final com uma vontade extra.. só a vontade enorme de fazer este registo me fez continuar em frente.
Nos últimos metros o grupo desfez-se e os mais "frescos" galgaram a ultima subida facilmente.. eu ainda tive um ultimo pico de força para correr os metros finais monte acima.. pois via já um belo pre-amanhecer à minha frente.
Demoramos 1h15m a fazer a subida até à plataforma.
Faltavam 15min para o amanhecer, ainda houve tempo para fazer um registo virado para o sol nascente.
O sol estava quase a espreitar no horizonte, era tempo de nos focalizarmos na foto de Old Man of Storr.. é uma foto sem grande ciência de enquadramento.. a natureza já fez tudo por nós.. tudo estava lá.. as linhas obliquas, o posicionamento dos pinaculos no terço direito a cortar o horizonte..os lagos as montanhas posteriores com 3 camadas a dar profundidade ao cenário...e hoje.. até as nuvens faziam linhas obliquas para os pinaculos.
Era só carregar no botão.. mas.. cuidado.. a natureza ajuda, mas por vezes complica... e de vez em quando vinha uma rajada de vento, que oscila as maquinas.. ai cometi o erro de estar com polarizador e com ND montado procurando algum arrasto.. pelo que fiquei com alguns registos tremidos, pois a dimensão da 24-70 com os filtros é uma massa enorme sujeita a rajadas de vento. Salvaram-se os registos iniciais e outros, pelo que de todo não foi uma frustração.. E atrevo-me a dizer que apenas a contemplação daquele cenário vale o esforço.
A dita faixa vermelha manteve-se ainda acompanhando-nos em toda a descida. Foi algo que não consigo explicar, pois durou cerca de 3 horas sempre no horizonte, o tempo todo desta nossa aventura que nos iluminou desde o hotel até à descida final. Algo de divino nos acompanhou neste amanhecer e os resultados.. esses ficam para os vossos comentários.
Foi o ultimo dos spots fotográficos, um spot épico que ficou para o fim apenas por questões de meteorologia, mas que brindou todos com um final memorável e inesquecível. Enquanto for vivo, vou recordar este amanhecer e tudo quanto o envolveu.
Eu hoje morri... subi ao céu... vi o paraíso... e ressuscitei...
segunda-feira, 24 de julho de 2017
O dia das Fadas
DIA 7
03h15m de novo à porta do hotel para mais um amanhecer.
Talvez pela hora, talvez pelo cansaço ou pelo nervoso de estarmos nos últimos dias da viagem e todos queremos fazer algo de especial, todos acordaram bem dispostos num género de loucura geral que tudo dava para rir... e de repente chega a última colega com um saco na mão.
Alguém pergunta o que ela trás... a resposta que era uma trouxa de roupa suja, ao qual lhe foi dito: " Roupa suja ? olha lá que a lavandaria ainda está fechada..", gerou de imediato uma onda de gargalhada que foi ecoando na noite calma de Portree e que foi aumentando a cada nova expressão.. foi um género de loucura à Salvador Sobral, que cada palavra de alguém originava nova gargalhada.. o que eu me ri nessa noite.. ri e gargalhei até chorar e sentir uma dor no estômago.
Foi o melhor dos prenúncios para um dia fantástico.
Esta malta é incansável e está sempre pronta para novas aventuras.. nem sabem ao que vão, mas vão na mesma... a dormitar no carro deixam-se levar embalados pelo roncar do motor na penumbra da noite que teimava em esconder um céu que todos esperávamos tivesse nuvens sim, mas não em demasiado.
Os kms foram-se sucedendo e apenas se ouvia o motor do carro que sincronizava com o roncar de alguns colegas. Eis que de repente a Ana acorda sobressaltada e dá um berro : " tenho de tomar um drunfo "... de novo deu lugar a kms de gargalhadas que só terminaram ao chegarmos novamente a Quiraing, desta feita quase deserto.
Numa questão de minutos estão todos de tripé e mochila na mão... que nem soldados de infantaria prontos para o combate.
Perguntas de circunstancia: Galochas ? Poncho ? tripé ? que lente levo ?... e ninguém questiona para onde vamos.. a confiança é cega e bonita de sentir.
Tomo a dianteira e encaminho-os para a "table".. é longe perguntam alguns.. ao que respondo: ali em cima, estão a ver aquela reintrancia na escarpa ? é dali que vamos fotografar o amanhecer hoje. Esclarecidos ou não continuam monte acima trás das minhas pegadas.. quase no cimo já estava eu a "bufar" por todo o lado e apesar de saber que ainda não estava no sitio ideal, o mesmo já me parecia muito bom para o que pretendíamos.. Estive a fazer de lebre todo o caminho e agora precisava de alguém a puxar.. foi ai que o Jose Paulo tomou a dianteira e subimos até ao ponto desejado. Uma parte ficou comigo, outros quiseram ainda subir mais uns bons metros.
Todos posicionados preparamo-nos para o amanhecer. Foi um lindo despertar mas soft em temos fotográficos pois as poucas nuvens que apareceram nesse dia ficaram retidas no horizonte, quiça também cansadas do dia anterior resolveram repousar no horizonte.
O dia nasceu e pouco mais havia aí a fazer, tomei novamente a liberdade de tomar a dianteira e comecei a dirigir-me para o novo ponto, onde sabia que a luz dentro em pouco iria incidir. Em breve estávamos novamente todos juntos e enquanto a luz evoluía fizemos uma sessão de selfies a pedido de quase todos.
Nesse deambular a Maria descobriu uma flor a sair do penhasco num belo enquadramento com um dos picos de Quiraing.. escusado será dizer que todos fomos fotografar aquela que ficou conhecida como a Mary Flower de Quiraing.
Acabada a manha, o vento não se fazia sentir.. hum será que o Loch Fada estaria calmo o suficiente para um belo espelho ? pensava para mim... nada como ir verificar. É uma foto que me escapa à 4 visitas.
Ao chegarmos perto foi a loucura dentro do carro. O espelho era perfeito, perfeito demais para ser verdade.. todos queriam saltar de imediato do carro e fazer a foto.. mal o carro parou foi a debandada geral.. todos pegaram nos tripés e nas maquinas com a lente que estava, entramos pela quinta a dentro e nem os midges nos parou.. Esqueçam os tripés..grito eu.. façam o registo à mão que isto não vai durar.. os tripés usam-se depois se houver tempo. E assim foi.. Tivemos um reflexo quase perfeito durante breves momentos e depois veio um pato que resolveu pavonear-se no lago e criar um rasto mesmo a cortar a colina de Old Man of Storr.. acalmado novamente a suavidade do lago permitiu mais uns breves momentos de registos até que uma ligeira brisa quase imperceptível originou uma onda de choque no lago que foi remanescendo para nossa tristeza, pois todos ansiávamos por mais. Optamos por fazer no Loch FADA a foto de grupo, pois este foi um momento especial que não acontece muitas vezes.
Ainda não estava fechada a manha, invertemos a marcha e fomos fazer a foto da praxe a Kilt Rock, sossegados e sem qualquer turista a incomodar.
Regresso ao hotel para pequeno almoço e um breve descanso.
O destino da tarde estava já traçado, quer fizesse chuva, vento ou sol.. as Fairy Pools era o último dos spots para o PDS e estava por fazer. Cedo ainda, fomos para Sligachan fotografar a ponte e alguns spots pré-escolhidos no rio. Alguém perguntou quanto tempo íamos ficar aqui: hora e meia respondi eu..
Hora e meia ! exclamou o colega, o que tem aqui de tanto para fazer que dê para hora e meia.. não tinha, não tinha.. mas ficamos por lá 2 horas... tempo de rumar ás Fairy Pools. Como era esperado, a carrinha ficou na rua pois estava como de costume tudo cheio.. mas também sabíamos que com o PDS às 22h00, todos os turistas iriam debandar cedo para irem jantar.. fomos percorrendo o rio, fazendo o trajecto e parando em alguns pontos.. nas calmas fomos andando monte acima e fotografando.. passamos 5 horas nas Fairy Pools, entre trajecto e fotografia, pelo que tudo foi feito com muita calma.
O sol começa a cair e o horizonte estava carregado de nuvens, seria um belo PDS de cor, mas não era esse o tema de hoje.. hoje queríamos luz a entrar pelas nuvens e a iluminar as Cullins em frente ás Fairy Pools... e tivemos a ajuda das fadas pois foram momentos mágicos de traços de luz que iluminavam parcialmente quer o cume do pico rachado, quer as laterais alternadamente ou em simultâneo numa dança de luz magica num local místico.. o seu tom quente brilhava nas rochas quentes da pequena cascata já de si num tom laranja natural realçando assim toda a sua cor para nossa delicia.
Por essa hora, estávamos apenas nós e as centenas de midges, a ocupar literalmente toda a frente do spot e apenas apareceu um outro fotografo por sinal, brasileiro que se juntou a nós.
E assim terminou um dia que começou com umas valentes gargalhadas e terminou com uma luz épica nas Fairy Pools.
Não sei se foram precisos drunfos ou não, mas as fadas hoje cumpriram o seu papel e obsequiaram-nos com a sua magia.
Finalmente.. os Lagostins
DIA 6
03h15m todos na recepção, com a recepcionista do hotel a olhar de lado para nós e a pensar que estes portugueses são completamente doidos.
Ainda era noite quase cerrada e a chuva fazia-se sentir. Infelizmente as previsões batiam certo e a chuva que começou a cair na noite anterior ainda caia. Uma breve consulta à meteorologia apontava para chuva até às 06h00 da manha.
Mas esta malta não desiste e decidiu mesmo assim fazer uma tentativa. Dirigimo-nos a Quiraing que distava cerca de 25min... Pelo caminho não havia perspectivas de melhoria, bem pelo contrario e ao chegarmos a Staffin juntava-se à chuva um forte nevoeiro que tornava impossivel qualquer actividade fotográfica de exterior.
Paramos junto ao inicio da subida e perguntei a opinião dos colegas, sugeri que voltássemos ao hotel, dormir mais um pouco, tomássemos o pequeno almoço ás 7h30 e a seguir regressar ao local ainda com uma luz da manha propicia à fotografia.
A única resposta que obtive foi um ronronar..que se ouvia das filas atrás da nossa Van.. Todos aproveitaram o tempo de viagem para mais uns minutos de sono.
Nesta altura da viagem o cansaço acumulava-se e qualquer viagem de carro era propicia a uns minutos de descanso.. Este processo estava já totalmente automatizado pelos nossos participantes que o Moreira sugeriu: olha vamos parar ali e dizer que chegamos, todos automaticamente iam despertar, saltar da carrinha, pegar nos tripes e maquinas e começar a disparar para todo o lado... rimo-nos os dois, mas seguimos viagem.. deixamos todos dormitar mais um pouco e regressamos ao hotel.
08h00 novamente prontos para Quiraing.. desta feita já com o dia bem desperto e sem chuva.
Chegamos ao local e os nossos participantes ficaram deslumbrados com um dos locais mais belos do mundo. Fomos logicamente mostrando os vários pontos fotográficos ao longo do local, um deles obrigou a mais uma caminhada com algum grau de dificuldade que todos sem excepção superaram. Ao chegar ao ponto da fotografia foi montar os 9 tripes e começar a observar a luz e a forma como esta moldava o cenário.
Tempo de fazer o percurso de volta e ir fotografar o famoso arbusto de Quiraing que anos após anos resiste ás intempéries e ao rigor do inverno neste local.
A luz estava boa, com um ceu ainda dramatico, e o sol brilhava a espaços, dando aquele toque suplementar a uma foto que só por si já era suficiente. De rastos, sentados, na erva e na lama todos foram descendo o pequeno declive para enquadrar a árvore no horizonte com algum céu...mandatório para um bom registo. A todos insistimos que assim fosse feito, pois esta foto merece este enquadramento ao invés de um registo de cima para baixo que lhe tira profundidade e dinamismo.
Com o entusiasmo dos colegas o tempo foi passando e estavamos já perto da hora do almoço. Para o almoço fomos aos Lagostins que andava a malta toda desejosa. Em todo o lado se descobre spots... no restaurante tinha uma bonita foto que logo me perguntaram onde era. Respondi que era de Fairy Glen e que ficava relativamente perto. Almoço e tempo para decidir o que fazer na tarde.. O plano inicial sugeria as Fairy Pools. Analisando a previsão do tempo rapidamente mudamos de opinião. Faltava ainda Neist Point e as previsões para o PDS indicava 4km/h de vento.. Bem com 4Km/h de vento não era de hesitar.. Neist Point será o nosso destino para esta tarde.
A seguir ao almoço e como era ainda cedo para Neist Point, fomos à descoberta de Fairy Glen, onde passamos cerca de uma hora a tentar apanhar um lagozito com reflexo.
Fizemos questão de chegar a Neist Point por volta das 17h00, com cerca de 5 horas para o PDS.. pois conhecemos alguns enquadramentos que queríamos fazer antes do registo final.
Todos descemos a escadaria, subimos e descemos os declives até à base do farol, que demorou cerca de 30min a alcançar. Dirigi os colegas para um enquadramento já conhecido e o Jose Moreira foi em busca de outro local, e que belo local ele acabou por encontrar. Não sendo muito facil de aceder tinha uma vista privilegiada sobre o farol e o mar, metade do grupo fez a foto também aqui, enquanto os outros se mantiverem no enquadramento inicial.
Tempo de fazer o caminho de regresso e enfrentar uma subida muito acentuada.. demorou mas todos chegamos bem a tempo de fazer um lanche antes do PDS..
Todos prontos, calçamos as galochas a conselho nosso, pois das últimas vezes que subi para ver a vista desde o cimo, enterrei-me varias vezes na lama.. na realidade não era necessário, o terreno estava seco na maior parte do trajecto e as galochas foi um exagero.. principalmente as minhas galochas versão macro deram nas vistas. O local estava como é óbvio cheio de turistas e alguns poucos fotógrafos, mas todos se riam com a minha figura... tendo sido questionado se iria fotografar ou pescar..
Na verdade fiz ambos, pois pesquei mais um FOTÃO.
Blessed Graves
DIA 5
Depois de um noite de descanso bem merecido, foi tempo de rumar a Skye, o ponto alto da nossa viagem e as nossas expectativas eram bem elevadas.
Primeira paragem foi como não devia deixar de ser na destilaria Talisker, pertencente ao grupo Diageo que hoje em dia detem 47 destilarias na Escocia e domina um pouco esse mercado.
Os nossos participantes aproveitaram para fazer algumas compras de Scotch e partimos para Portree onde iriamos pernoitar durante 3 noites.
Após a habitual consulta meteorológica e com previsão de chuva, decidimos fazer o PDS em Elgol.
Mais uma vez em boa hora o fizemos, pois a caminho de Elgol paramos numa já conhecida pequena igreja e o destino brindou-nos com uma foto única e diria irrepetível.
O final da tarde em Elgol apresentou-se ventoso, com muita neblusidade e a chuva apareceu mesmo na hora do PDS, sem que antes tivéssemos feito alguns registos.
Chegamos a Elgol bastante cedo, pois contávamos parar pelo caminho em alguns spots, mas o vento era muito neste dia ( dai termos trocado Neist point por Elgol ), e tivemos assim tempo para explorar com os nossos participantes alguns enquadramentos possíveis.
Com a minha "tarefa" cumprida, e visto já ser a minha terceira visita a esta praia, que ainda não me tinha satisfeito, despedi-me dos colegas e resolvi meter-me praia fora, de pedra em pedra, de rocha em rocha... foi sempre na procura de ter um ponto que me permitisse ter uma vista quase global das Cullin Hills.. não foi tarefa fácil, pois andar cerca de 4kms por uma praia de rocha é complicado.
Cheguei praticamente á enseada de Camasurany e encontrei um spot com uns tons verdes muito apelativos. Fiquei por aqui algum tempo a fazer alguns registos e a aguentar o ataque dos midges que logo me descobriram.. bichos danadinhos estes.
Fica aqui um dos registos efectuados.
Um pouco antes do PDS, o ceu praticamente fechou e entendi que era tempo de fazer o percurso de volta pois a chuva estava prevista para as 22h00. Em boa hora o fiz pois passado um pouco começou uma chuva miudinha que não ajudava em nada o meu retorno. As rochas já por si são perigosas e escorregadias, e a minha evolução era muito lenta, pois cada passo tinha de ter a certeza de onde meter os pés. Recordando o que se passou recentemente com uma colega numa viagem á Escócia a minha preocupação foi proteger a maquina, pelo que a envolvi no meu casaco e fui procurando avançar o mais rápido possível. Demorei uns bons 40min a fazer o trajecto de volta, mas valeu pelos registos.. Não aconselho a fazerem isto sozinhos, pois o perigo de uma queda é muito grande.. mas também sei que de vez e quando nos dá uma loucura qualquer e nada há a fazer...
O dia seguinte esperavamo-nos o primeiro amanhecer em Quiraing, e pela chuva que se fazia sentir, nada de bom se esperava. Mas essa é uma outra historia.
domingo, 23 de julho de 2017
O Comboio apita 3 vezes...
DIA 4
Mais um dia, mais um amanhecer a horas impróprias..
3h30m da manhã todos prontos para mais uma tentativa de sunrise em Glencoe.
Tinhamos outro spot previsto, mas o dia apresentava-se calmo sem grandes nuvens e a nevoa do dia anterior tinha desaparecido.
Rapidamente, entendemos que o melhor seria rumar novamente ás Coupall Falls e enfrentar os midges pois tudo indicava que hoje seria o dia.
E em boa hora o fizemos, pois obtivemos um lindo alpen glow em Buachaille Etive Mor. O entusiasmo foi grande e apesar do espaço ser curto para todos nós, todos acabamos por fazer a dita foto e fomos para um pequeno almoço bem mais entusiasmados. Como alguém não parava de dizer.. Já tenho um Fotão..
A caminho do nosso hotel em Bullachulish, deparamo-nos com o loch Leven completamente parado. Nem pensamos duas vezes e mais uma paragem antes do breakfast.. durante uns bons 500mts disparamos para tudo quanto era barco no rio.
Hora de check out e rumo a Kintail. Pelo caminho tínhamos não um, mas dois comboios para apanhar.. que afinal acabou por serem 3..
Chegamos ao estacionamento junto ao viaduto de Glenfinnam e como era de esperar estava já a ficar cheio. Lá conseguimos parquear a nossa viatura, aconselhamos os nossos colegas da lente a usar neste spot e em 15min estávamos todos prontos no local á espera do comboio que vinha de Fort Williams para Mallaig que passou á hora prevista.
Aproveitamos para almoçar e novamente nos colocamos estrategicamente para uma perspectiva diferente e quanto a mim mais agradável e bem menos usual. Tanto que no nosso local estivemos sozinhos durante quase todo o tempo da espera até que no final apareceram apenas alguns turistas enquanto que no ponto habitual estavam dezenas de pessoas.
Nesta altura de espera o "apetrecho" que mais falta fazia era um chapéu, face ao calor que se fazia sentir.
O tempo estava bom demais, nesta altura com ceu limpo e com temperaturas acima dos 20ºC, e com todos nós com alguns problemas de roupa, pois todos optamos por roupas mais quentes.. No entanto á sempre aqueles que não ligam aos nossos conselhos, e quase todos sem execpção trouxeram Tschirts de manga curta, que muito jeito deram neste dia.
O check in no local foi outro momento a recordar, pois no planeamento das duas viagens acabei por baralhar-me ou ser baralhado no nome do hotel da estadia e acabamos por entrar hotel a dentro com malas e tudo, para 5min depois sairmos novamento, desta feita rumo ao hotel certo que até pertence á mesma cadeia de hotéis. Foi talvez o check in e o check out mais rápido da história.
Isto acabou por baralhar os planos que tínhamos feito para o jantar pelo que optamos por outro restaurante local que nos permitisse estar em Eilean Donan a tempo de registar o PDS. Enquanto os colegas descansavam uma horita no hotel, nós fomos percorrer os restaurantes da Kyle of Lochalch a ver onde poderíamos reservar mesa para jantar, o que fizemos sem grande dificuldade.
Mais uma vez, tivemos como anfitreões os pequenos midges que se metem em todo o lado, e durante a maior parte do tempo só ouvia o nosso colega José Paulo a dizer que odiava estes bichos... mas que remédio tínhamos senão conviver com os mesmos.
Aproveitamos alguma luz lateral, visto o PDS estar muito despido de nuvens, e enquanto a maré subia o destino foi a Clachaig Inn, que já conhecíamos de anteriores idas a Dornie, onde o motivo principal foi o Talisker Storm e o Expresso..
Saimos do bar por volta das 22h30, sabendo que a maré estava a subir e não tardava nada teríamos algum reflexo na agua. Começamos pela foto típica na ponte, pois esse lado estava na altura mais atractivo e serviu para ensinar algumas técnicas de bracketing e diferentes modos de o obter a alguns dos nossos participantes, para obtenção de toda a gama dinâmica da cena, pois a luz do castelo estava já acesa e o ambiente em volta estava já bem mais escuro.
Fomos controlando o tempo, de modo a podermos fazer o reflexo no outro lado do castelo, enquanto a luz estava acesa. Tinhamos a noção da hora a que a luz desligava e assim todos estavam avisados para obterem a sua foto antes do desligar das luzes de Eilean Donan.
Dia terminado, boa disposição sempre presente, noite de folga sem amanhecer no dia seguinte para um bom descanso de todos que amanha era dia de rumar a Skye.. e que pelo que íamos contando aos colegas era já o momento mais aguardado por todos.
sábado, 22 de julho de 2017
Hagrid mudou de casa...
Tarde e Noite Dia 3.
Depois de um almoço "revigorante" na Clachaig Inn onde almoçamos uma espécie de sopa de bife com um folhado qualquer, fomos fazer a primeira fotografia da tarde num pequeno lago bastante friendly do reflexo, com a devida autorização da dona da propriedade que fez questão em nos vir cumprimentar. Tivemos momentos de reflexos perfeitos num belo enquadramento com as 3 Sisters de Glencoe.
Seguiu-se uma pequena cascata, onde a luz natural de um dia de sol aberto atipico não ajudou e fomos percorrer variados pontos do rio Etive.
O PDS estava prevista nas belas Coupall Falls, com Buachaille Etive Mor em background. O céu limpo nada normal desta região não nos dava grande esperança de um registo fenomenal..
Ao chegar ao local, começou a guerra habitual com os midges, de apetrecho e de repelentes variados.. e diga-se de passagem, que pouco ou nada adiantam os repelentes, lá fomos posicionando os tripes para o por do sol. Á medida que a luz caia, os midges aumentavam em numero, criando-se neste spot uma terrível logica inversamente proporcional..
Entre disparos e midges, à última da hora, lá foram surgindo umas nuvens algo tímidas que compuseram a foto no horizonte com uns breves tons amarelos e laranjas.
Após o PDS e já jantados, decidimos ir fotografar a white cottage junto ao sky centre de Glencoe, na blue hour.
Após alguns registos e quando já estávamos para arrumar a "tralha" quando alguém gritou... Malta, ceu limpo, virados para Sul.. podemos ter a via láctea visível hoje sobre a casa do Hagrid..
Bem, eu não descuro uma oportunidade de registar uma via láctea e num local icónico ainda mais.
E foi então que surgiu a "tourada" do dia...
Foi desde logo sugerido que se fizesse uma foto de base enquanto tínhamos luz, para depois colar a via láctea num segundo shot.
Entre os habituais amuos de "não consigo focar", etc.. demorou uns bons 30 min a todos fazerem a sua foto de base.
Como não posso estar fisicamente em todos os tripés.. um das nossas colegas, resolveu toda satisfeita da vida com o seu trabalho.. vir mostrar-me a foto de base que tinha feito.. :) ou seja, retirou a maquina do tripe e gentilmente para evitar que eu me deslocasse, trouxe-me a maquina para obter a minha concordância sobre a mesma.. Não preciso de dizer mais nada, pois não ? nem de explicar o que é uma foto de base ? hum.. acho que não.
E assim terminou este dia no meio de uma gargalhada de boa disposição geral.
Nota artística: " escusado dizer que esta não é, nem nunca foi a casa do Hagrid.. mas podia muito bem ter sido ".
quarta-feira, 19 de julho de 2017
Uma casa na pradaria
3h30 da manha.. Hora do despertar e explorar Glencoe.
Desde logo ficou claro que o amanhecer iria ser complicado de obter a fotografia que todos desejávamos. Ainda nos dirigimos ao local e durante largos minutos ficamos a observar o ceu na esperança que algo mudasse e que nos desse uma indicação que poderíamos ter sorte.
Nah.. bem pelo contrario, o nevoeiro adensou-se e decidimos explorar outros locais mais propícios ao ambiente que se fazia sentir.
Em boa hora o fizemos, pois á custa das pernas, subindo vales e colinas lá fomos todos sem excepção obtendo imagens diferentes e com um belo ambiente que retrata bem o que é Glencoe.
Voltamos para o hotel com uma boa meia dúzia de belos registos..
Após o pequeno almoço fomos visitar um dos ícones desta região.
Stalker Castle, envolto num ambiente dramático que nos ofereceu varias possibilidades.
Amanha, teremos o ultimo dia em Glencoe e a segunda hipótese de fazer uma das fotos que nos trouxe á Escocia.. O AlpenGlow em Buachaille Etive Mor..
domingo, 16 de julho de 2017
Um dia dos diabos...
Depois da chegada atribulada de ontem com atrasos de voos, hoje saímos de Edimburgo bem cedo, com tempo agradável. Mas na Escócia se algo aprendi com as minhas viagens anteriores é que o tempo agradável não dura muito.
Saímos de Edimburgo em direção a Kilearn, mais propriamente a Devil's Pulpit, que foi a nossa opção para o inicio desta nossa viagem fotográfica.
Apesar de ameaçar alguma chuva pelo caminho, e ser domingo.. em boa hora fomos a este spot. Para quem conhece sabe a dificuldade de descer os cerca de 20mts até esta garganta, numa descida muito escorregadia e com o auxilio de umas cordas soltas e também estas escorregadias. Mas todos sem exceção se portaram lindamente e desceram até á garganta e puderam avistar o púlpito do diabo.
Obviamente que não esperávamos encontrar o local deserto, mas também não estava sobrelotado. Com calma e no decurso das 2 horas que ali passamos houve tempo para fazer enquadramentos sem ninguém a estorvar.
Como não podia deixar de ser a nossa Ana acabou com água em todo o lado.. com umas galochas que no final da sessão parecia um chafariz, pois a cada passo que dava jorrava 2 jatos de agua, um para cada lado..
Mas repito, foram todos uns valentes e com mais ou menos dificuldades todos foram fazendo os seus registos.
Na hora de saída, outra aventura.. se não é fácil de descer.. subir não se apresenta também tarefa simples. Com a entreajuda de todos.. subimos sem problemas de maior e sem nenhuma queda.
Era já 1h30 da tarde e a fome apertava.. com o loch lomond em vista acabamos por saborear um hamburger e seguir viagem.
Seguia-se o histórico castelo Kilchurn que encontramos com boa luz, mas com bastante vento. O reflexo na água era para esquecer, pelo que procuramos obter outros enquadramentos que não favorecesse a presença da agua.
O dia hoje terminaria em Ballachulish onde ficaremos 2noites, sem antes os nossos participantes se terem fascinado com Glen Orchy e com a luz de Glencoe.
O jantar foi no hotel regado desde logo com um belo whisky local. Começamos com o Talisker como aperitivo e acabamos com o Lagavulin para a sobremesa.
Para o amanhecer de amanha temos uma previsão de bastante nevoeiro pelo que amanha iremos ver qual a opção para o Sunrise.
Scotch hour
Hora de scotch..
Lagavulin pois não fazemos por menos...
Em Ballachulish.
Em breve faremos o resumo do dia.
Lagavulin pois não fazemos por menos...
Em Ballachulish.
Em breve faremos o resumo do dia.
sábado, 15 de julho de 2017
Ana no embarque
E para começar a nossa aventura em grande, que tal a nossa Ana de pezinho desclaço? Digam lá se a pedicure não é de qualidade!!
Hala Madrid
Alguns do grupo já estamos em Madrid, aguardando o vôo de ligação a Edimburgo via Londres.
É tempo de falar sobre os spots e sobre o programa para os próximos dias.
Esta tudo entusiasmado e ansiosos por chegar e iniciar a viagem pelas highlands.
É tempo de falar sobre os spots e sobre o programa para os próximos dias.
Esta tudo entusiasmado e ansiosos por chegar e iniciar a viagem pelas highlands.
sábado, 8 de julho de 2017
Discover Scotland
Pois é..
Falta apenas uma semana para o inicio de mais uma viagem fotográfica da Photo Details.
A ansiedade dos nossos participantes aumenta a cada dia. As perguntas sucedem-se e a vontade de iniciarmos esta nova aventura é enorme.
Para os nossos participantes são momentos de preparação final, de procurar seguir todos os nossos conselhos dados durante o último mês, de ultimar os detalhes finais e começar a pensar em preparar a mala e a mochila para a viagem.
Para nós que durante um ano, preparamos e vivemos esta viagem, agora é apenas um momento de espera, conscientes de tudo termos feito para proporcionar uma grande experiencia fotográfica a todos aqueles que nos acompanham.
Nesta viagem, levaremos 7 amigos a descobrir as Highlands e a ilha de Skye, numa viagem de 9 dias que promete desde já algumas aventuras e muitos cenários de deixar os nossos participantes de boca aberta.. lá estaremos para os lembrar de disparar..
Alguns dos números desta viagem:
9 DIAS
9 FOTOGRAFOS
15 Julho - dia da Partida
53 anos média de idades dos 9 participantes
1784 Kms de Estrada
2092 min de viagem em estrada
2570 min de FOTOGRAFIA
3240 min de SONO/DESCANSO
38 locais diferentes para fotografar
44,5% de elementos masculinos no grupo
55,5% de elementos femininos no grupo
23 Julho - dia de chegada
Os 7 magníficos são já nossos conhecidos de longa data, uns mais que outros, mas todos devotos de 2 enormes paixões... viagem e fotografia.
Á Ana, Rita, Gabriela, Andrea, Maria, José e ao Orlando, agradecemos terem depositado a vossa confiança em nós na organização desta vossa viagem fotográfica e os nossos desejos vão no sentido de terem uma fantástica semana em boa companhia, com excelente espirito de partilha.. e já agora porque disso se trata, com excelentes registos fotográficos.
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